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Hora de buscar o equilíbrio
Posted on May 22nd, 2009 No commentsPor Raquel Diniz
Ao final da segunda semana da tentativa de mudança de hábitos, a família Meneghini tinha voltado quase aos mesmos patamares de consumo do começo da experiência. Como o início havia sido muito radical, pois eles se impuseram restrições que não tinham a ver com sua realidade, a tendência foi relaxar e voltar ao estágio anterior.
Após os primeiros passos, as pessoas normalmente não sabem por onde seguir, e muitas dúvidas surgem. Foi isso o que aconteceu com a família no caso da destinação correta do lixo. Depois de “cair a ficha” de que precisavam mudar de atitude, eles reconheceram que não tinham informações suficientes sobre o que fazer e que precisavam de orientação. Esse é um processo normal para qualquer pessoa que tenta incorporar novos hábitos.
Nesse processo, a pessoa sai da fase de reflexão — reconhecer o problema e perceber que precisa mudar — para a fase de experimentação, ou seja, começa tomar novas atitudes. É um processo com muitas idas e vindas, em que as pessoas buscam os ajustes necessários para incorporar as novas atitudes à sua realidade.
Na fase de experimentação, a recomendação principal é a busca do equilíbrio. Não adianta tentar fazer o que outras pessoas fazem, é preciso olhar para o próprio cotidiano e discutir com a família os caminhos que serão tomados. A pergunta a se fazer é: dentro do meu contexto, da minha realidade, o que eu posso mudar?
Raquel Diniz é coordenadora de Capacitação Comunitária do Instituto Akatu e consultora do quadro Mudança Geral.
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Economia de energia é a meta
Posted on May 22nd, 2009 No commentsO Canal F, que traz notícias do Fantástico exclusivas para a internet, mostrou alguns momentos da visita de Marco Antonio Saidel, o consultor de energia, à casa da família Meneghini. Como a meta escolhida pelo público foi a redução do consumo de energia, Saidel explicou à família quais aparelhos mais consomem eletricidade e como usá-los com moderação.
Veja aqui o Canal F, que traz também uma reportagem sobre mulheres que preferem usar fraldas de pano, em vez das descartáveis, para diminuir a produção de lixo.
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Vitória contra o desperdício
Posted on May 22nd, 2009 No commentsNa terceira semana do quadro Mudança Geral, a família Meneghini conseguiu cumprir a meta escolhida pelo público: reduzir o desperdício de alimentos, separar do lixo o material reciclável e encaminhá-lo para a coleta seletiva.
O desperdício de comida foi reduzido a quase nada, mesmo que Matheus tivesse de comer no almoço a comida que havia deixado no prato no dia anterior. Nem era preciso tanto — nesse caso, a dica é reaproveitar as sobras, como arroz, carne ou frango para criar outros pratos, como risotos, bolinhos ou tortas.
Em relação à separação do material reciclável e ao lixo, Andrea revelou que era quase leiga no assunto. Seu primeiro dilema: o que fazer com a gordura que escorreu dos bifes grelhados? Assim como o óleo da fritura, nenhuma gordura deve ser jogada na pia, pois pode entupir os canos e contaminar a água dos rios, além de dificultar o tratamento do esgoto. O óleo deve ser guardado em potes fechados para ser encaminhado à reciclagem ou jogado diretamente no lixo.
A consultora do Instituto GEA, Ana Maria Luz, explicou à família quais materiais poderiam ser encaminhados à reciclagem. Além disso, orientou Andrea a entrar em contato com a prefeitura para descobrir se havia coleta seletiva na sua rua. Como o bairro em que a família mora não é atendido pela coleta seletiva, Andrea entrou em contato com uma cooperativa de catadores, que se comprometeu a buscar os materiais recicláveis. Para aumentar o volume de recicláveis entregue à cooperativa, Andrea mobilizou a vizinhança para que também passasse a separar o lixo e o destinasse à coleta seletiva.
Veja aqui mais dicas sobre reciclagem e redução do volume de lixo produzido na sua casa.
Assista aqui o terceiro episódio do quadro Mudança Geral.
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O início é sempre radical
Posted on May 15th, 2009 No commentsPor Raquel Diniz
As atitudes radicais da família Meneghini, como os banhos de 2 minutos de Matheus, são muito comuns em todos que começam a ter contato com o tema do consumo consciente. É o que chamamos de fase de “ingenuidade criativa”, quando as pessoas tomam atitudes extremadas, tentando colocar tudo em prática de uma só vez. Entretanto, logo percebem que a realidade não é tão simples assim e vêm, no dia-a-dia, que atitudes radicais, desconectadas do nosso contexto, muitas vezes não nos levam ao aprendizado.
O resultado é que a prática vai por água abaixo… Há frustração, e ouvem-se frases como “puxa, não dá para fazer isso”, “assim, é muito difícil” ou “eu não agüento mais o não posso isso, não posso aquilo”.
Isso acontece também no trabalho de capacitação para o consumo consciente que o Instituto Akatu realiza em várias comunidades. Assim, nessa fase, precisamos entrar em ação e ajudar as pessoas a refletir um pouco mais. É a hora de questionar: será que é preciso tomar atitudes radicais? Elas são sustentáveis no tempo e fazem sentido na nossa vida?
Pouco tempo atrás, o funcionário de uma empresa na qual o Akatu promoveu essa capacitação concluiu, ao final do processo: “Agora eu entendi… no início, eu pensava que consumo consciente era ‘não posso isso, não posso aquilo’, e pensava que era muito difícil. Mas, agora eu sei que não é o que eu não posso, e sim o que eu não preciso. Dessa forma, fica mais fácil agir sobre algo que eu reconhecidamente sei que não preciso.”
Passado o entusiasmo inicial que leva às atitudes radicais, a família Meneghini está entrando na segunda etapa do processo de consumir com consciência.
Agora, é a hora de colocar os pés no chão e descobrir como incorporar no dia-a-dia as ações que poderão ser feitas por muito tempo, sem sacrifícios, mas como hábitos fundamentais para a sustentabilidade.
Raquel Diniz é Coordenadora de Capacitação Comunitária do Instituto Akatu e consultora do quadro Mudança Geral.
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Uma semana de restrições exageradas
Posted on May 14th, 2009 No commentsNa primeira visita que recebeu dos consultores, a família Meneghini foi informada de que seu gasto de água estava dentro da média de consumo dos paulistanos, mas o de energia estava acima. Além disso, embora a quantidade de lixo produzida pela família fosse pequena, o desperdício de comida era grande, e a separação de material reciclável não era feita.
O segundo programa do quadro Mudança Geral mostrou como a família decidiu, a partir de seu próprio conhecimento, tomar algumas atitudes para reduzir o desperdício e mudar a alimentação. E o que se viu foi um exagero.
O consumo de água caiu quase pela metade, e o de eletricidade, em cerca de 20% — isso às custas de banhos de Matheus com duração de 2 minutos, quando 8 minutos seriam um tempo razoável para economia de água e de energia. A família incluiu no cardápio mais frutas e verduras e deixou de lado a pizza e os salgadinhos, mas trocou o açúcar pelo adoçante. Segundo a nutricionista Kátia Camargo, consultora do programa, bastava ter reduzido a quantidade de açúcar colocada nas bebidas.
A produção de lixo também caiu, mas Andrea deixou de jogar fora cascas de frutas e legumes, guardando-as para fazer a compostagem desse material orgânico para a produção de adubo. Entretanto, sem informações suficientes para fazer a compostagem de maneira correta, Andrea deixou as cascas ao ar livre, apodrecendo e atraindo moscas. E o lixo descartado pela família continuou a apresentar muitos materiais recicláveis, além de comida desperdiçada.
Ao final da exibição do quadro, o público escolheu quais ações a família deveria priorizar na semana seguinte: reduzir o desperdício e fazer a separação do lixo para a coleta seletiva.
Veja aqui o segundo episódio de Mudança Geral.
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Pouco lixo, mas muito desperdício
Posted on May 4th, 2009 1 commentCada brasileiro produz, em média, 0,7 quilos de lixo por dia em sua casa. Nas grandes cidades, essa quantidade costuma ser maior. Em São Paulo, a média chega a 1,3 quilos por habitante ao dia.
Os Meneghini ficaram abaixo dessa média. Entretanto, segundo Ana Maria Luz, especialista em resíduos do Instituto Gea, a proporção de comida no lixo era grande. Somente na primeira semana avaliada, dos 14,6 quilos de lixo produzidos, 3,8 quilos eram de alimentos.
No Brasil, o desperdício de comida dentro de casa fica entre 20% e 40%. Recentemente, o Instituto Akatu lançou uma campanha de combate ao desperdício, que você pode ver clicando aqui.
Veja aqui algumas dicas para evitar o desperdício de comida em sua casa.
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O desafio do consumo consciente
Posted on May 4th, 2009 1 commentO primeiro episódio do quadro Mudança Geral apresentou a família Meneghini e seus hábitos de consumo. De acordo com a avaliação dos consultores, o consumo de água, de 200 litros por pessoa ao dia, está dentro da média da região metropolitana de São Paulo. O gasto de energia elétrica, porém, está bem acima da média brasileira. Em relação à produção diária de lixo, a quantidade é pequena quando comparada à média brasileira, mas os Meneghini jogam fora muita comida. Um de seus desafios será reduzir esse desperdício.
Veja aqui o primeiro episódio completo.


