-
O início é sempre radical
Posted on May 15th, 2009 No commentsPor Raquel Diniz
As atitudes radicais da família Meneghini, como os banhos de 2 minutos de Matheus, são muito comuns em todos que começam a ter contato com o tema do consumo consciente. É o que chamamos de fase de “ingenuidade criativa”, quando as pessoas tomam atitudes extremadas, tentando colocar tudo em prática de uma só vez. Entretanto, logo percebem que a realidade não é tão simples assim e vêm, no dia-a-dia, que atitudes radicais, desconectadas do nosso contexto, muitas vezes não nos levam ao aprendizado.
O resultado é que a prática vai por água abaixo… Há frustração, e ouvem-se frases como “puxa, não dá para fazer isso”, “assim, é muito difícil” ou “eu não agüento mais o não posso isso, não posso aquilo”.
Isso acontece também no trabalho de capacitação para o consumo consciente que o Instituto Akatu realiza em várias comunidades. Assim, nessa fase, precisamos entrar em ação e ajudar as pessoas a refletir um pouco mais. É a hora de questionar: será que é preciso tomar atitudes radicais? Elas são sustentáveis no tempo e fazem sentido na nossa vida?
Pouco tempo atrás, o funcionário de uma empresa na qual o Akatu promoveu essa capacitação concluiu, ao final do processo: “Agora eu entendi… no início, eu pensava que consumo consciente era ‘não posso isso, não posso aquilo’, e pensava que era muito difícil. Mas, agora eu sei que não é o que eu não posso, e sim o que eu não preciso. Dessa forma, fica mais fácil agir sobre algo que eu reconhecidamente sei que não preciso.”
Passado o entusiasmo inicial que leva às atitudes radicais, a família Meneghini está entrando na segunda etapa do processo de consumir com consciência.
Agora, é a hora de colocar os pés no chão e descobrir como incorporar no dia-a-dia as ações que poderão ser feitas por muito tempo, sem sacrifícios, mas como hábitos fundamentais para a sustentabilidade.
Raquel Diniz é Coordenadora de Capacitação Comunitária do Instituto Akatu e consultora do quadro Mudança Geral.
Leave a reply


